Sagrada Escritura: A palavra viva no meio de nós



Por Sabrina Carvalho

A palavra de Deus é um dos caminhos que podemos encontrar para chegar mais próximos do Coração de Jesus e, por meio dela, podemos trazer ensinamentos importantes para a nossa vida.
Madre Clélia Merloni é um dos exemplos mais significativos de pessoa que fez da Sagrada Escritura um importante instrumento de Evangelização tornando Jesus Cristo conhecido, amado e servido. Em uma de suas cartas ela diz: “ O Evangelho...diz que os bem-aventurados e os santos são humildes, pobres e desprendidos de tudo. São os corações mansos que sofrem tudo de todos, sem causar sofrimento a quem quer que seja; eles retribuem o mal com o bem, a censura com o elogio, o ódio com o amor; são os provados que passam seus dias em aflições e lágrimas, longe das glórias do mundo; são os zelosos da própria santificação que têm fome e sede de uma justiça sempre maior. Estaremos entre eles...?” (M.C.Mg.,I,p.122).
No mês de Setembro os integrantes da PJC 1ª ETAPA trabalharam com a Palavra de Deus, a partir da leitura, reflexão e oração em grupo e individualmente. Como proposta para esse mês cada integrante foi convidado a realizar a leitura da Palavra de Deus com a família, incentivando a oração não somente nos encontros da PJC mais também no seio familiar.
Um dos nossos integrantes fez a experiência com a sua família e disse que foi muito gratificante e que a família gostou muito da ação.

Esperamos que mais jovens sejam motivados a propagar a Palavra de Deus em todos os ambientes.

DNJ: PJC sintonizada



Muitas Dioceses já estão organizando e algumas já realizaram o DNJ - Dia Nacional da Juventude.
Cada Diocese organiza seu evento conforme os calendários locais, mas busca estar em comunhão com todos os jovens brasileiros refletindo o mesmo tema.
Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade 2017, as temáticas estão relacionadas à defesa da vida e da terra, sendo esta a “casa comum”, como ressaltou Papa Francisco na Encíclica Laudato Si.

Tema: “Juventudes em defesa da vida dos Povos e da Mãe-terra”
Lema: “Os humildes herdarão a terra” (Salmo 37,11)

A PJC, se insere nas dioceses para estar conectado com todos os jovens cristãos e com a Igreja.


Maringá, já se prepara! Acesse: https://www.facebook.com/events/755984331270623



Formar o próprio caráter, segundo Madre Clélia

Querida Filha em Jesus Cristo,

Lembre-se, filha, que o mau caráter destrói a caridade, deprecia a virtude e é uma porta aberta para todos os males.
Por que destrói a caridade? Os temperamentos diferem entre si como os rostos; desta dissonância resulta que, se cada pessoa não fizer um esforço para manter a unidade, é impossível a harmonia na convivência, ainda que seja de duas pessoas apenas.
Se quem possui um mau caráter não fizer um sério esforço para se dominar, manifestará durezas, friezas e será motivo de contínuas discórdias. A caridade só é possível com a condição de suportar o que achamos antipático nos outros, e eliminar energicamente o que em nós causa antipatia aos demais. É inútil dizer “Este é o meu gênio” ou “Não combino com o gênio de tal pessoa”. Todas estas desculpas não tem valor aos olhos de Deus; elas não nos dispensam do mandamento do amor e não justificam nossas antipatias e impaciências. Entendeu, filha?
Mas isto não basta. Lembre-se também que uma índole má desmerece a virtude. Existem criaturas boas, mas com um gênio ríspido e difícil, impertinente, maçante e, por isso, causam sofrimentos aos que vivem com elas; outras há que são levianas e volúveis; outras, indolentes e sem ânimo, desorganizadas, sem um projeto de vida, com um caráter tão inconstante e extravagante que só abraçam o bem quando ele está de acordo com seu modo de pensar e de sentir; outras, ainda, são cheias de entusiasmo para o que lhes agrada, e frias para as coisas que não condizem com seu gênio; tomam decisões, não à luz da fé, mas seguem suas inclinações e o seu temperamento, abandonando as melhores obras, assim que cessa o prazer.
Você não acha, filha, que as pessoas que assumem tais atitudes, deixando-se conduzir pelo mau humor, menosprezam a virtude e desacreditam a verdadeira piedade? Se a religião é isto, dizem os cristãos menos comprometidos, é melhor viver sem ela. Digo-lhe mais: a má índole é uma porta aberta para todo o mal. O espírito invejoso imolou Abel, exilou José, perseguiu Davi; o orgulhoso e suscetível levou Ario à heresia. Está vendo, filha, o mal produzido pelo mau caráter e o mau humor? Ainda que não cheguem a tais excessos, eles contaminam tudo o que atingem e introduzem a desordem na comunidade. Ao invés de corrigir, irritam. Ao invés de conduzir o próximo ao bem, eles o afastam; muitas vezes este mal pode atingir também as jovens, mergulhando-as no erro pelas atitudes ásperas com que são tratadas.
Não percebe, filha, que o mau humor age sem ordem, fala sem reflexão, trata os outros bruscamente, e a pessoa que em tudo o mais tem atitudes ponderadas torna-se intratável no seu relacionamento? Não existe algo a reprovar no seu modo de ser, quando se deixa dominar pelo mau humor?


(Carta. Vol. 5, p 23-25. Continua...)

Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil

Brasília - DF, acolheu cerca de 300 jovens e adultos que atuam diretamente com a Pastoral Juvenil em Dioceses, Congregações e Movimentos. A PJC estava presente neste importante momento de reflexão e elaboração de encaminhamentos para a Pastoral Juvenil em todo o Brasil.
Foi entre os dias 7 e 9 de setembro, com representantes de Norte a Sul do país.
Além dos momentos de formação e convivência, os trabalhos em grupo mostraram o quanto sério é o trabalho de acompanhamento da juventude.
Missão, preparação de lideranças, protagonismo jovem no meio político, defesa da vida, condição da juventude no Brasil foram alguns dos temas discutidos.

Um pequeno grupo, em nome de todos, elaborou uma carta compromisso, a partir das reflexões realizadas. Confira!


“Pude também contemplar a força revolucionária de uma Mãe carinhosa que move o coração de seus filhos a saírem de si mesmos com grande ímpeto missionário (…)” (Papa Francisco) 

Nós, Lideranças dos Setores Arqui/Diocesanos da Juventude do Brasil, no 2º Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil (ENRPJ), reunidos em Brasília, entre os dias 07 a 09 de Setembro de 2017, neste contexto desafiador que estamos . como país, a crise atual, em suas dimensões ética, política, econômica, social, religiosa e existencial, nas quais os jovens são os que mais sentem a insegurança e o peso de um futuro incerto. Atentos(as) às realidades trazidas e partilhadas pelos regionais, inspirados no pontificado do Papa Francisco, respaldados pelo Magistério através do Documento de Aparecida,  da Evangelização da Juventude: Desafios e Perspectivas (Doc. n.85), das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) e do Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade (Doc. n.105), reafirmamos nosso compromisso de aprofundar as Linhas de Ação assumidas no 1º ENRPJ realizado em Dezembro de 2013, sendo, Estruturas de Acompanhamento, Formação e Missão. Disse-nos o Papa Francisco, por ocasião da celebração do encerramento do projeto Rota 300: “Vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de uma cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas (…)”. A partir disto, reiteramos o compromisso de aprofundar o caminho assumido no 1º ENRPJ: Formação – continuarmos e ampliarmos as formações de assessoria adulta e jovem nos âmbitos Nacional, Regional e Diocesano; formação de Lideranças Juvenis em todos os âmbitos; elaboração de subsídios que permitam compreender os processos. Estruturas de Acompanhamento – aprimorar a sua organização em todos os níveis; Missionariedade – busca do estado permanente de missão, com atenção às novas linguagens e ambientes do mundo juvenil.Por fim, ampliando nossos horizontes e acreditando que somos portadores dos sonhos e da Alegria do Evangelho, vivendo uma Igreja em saída, em comunhão com a Laudato Si, assumimos o compromisso ante as Políticas Públicas e a Ecologia Integral, na perspectiva da participação nos conselhos paritários, na defesa e promoção da vida. Ainda nos propomos a acolher à luz da fé, nos abrindo ao projeto de vida pensado e sonhado por Deus.Neste Ano Nacional Mariano, em que celebramos os 300 anos de Aparecida, pedimos à Mãe Maria pela nossa juventude, a proteção e benção de Deus.

Brasília, Distrito Federal, 08 de Setembro, festa de Natividade de Nossa Senhora.Integrantes da Pastoral Juvenil

Missão Cleliana no Rio Grande do Sul


A galera do Rio Grande do Sul se prepara para a Missão Cleliana que será em Garibaldi. Em breve, será a vez dos paranaenses.
Enquanto nos preparamos para esta experiência missionário. Vamos refletir o que nos diz o Papa Francisco para jovens missionários italianos:

"A missão, ser missionários leva-nos a aprender a olhar. Escutai bem isto: aprender a olhar. Aprender a ver com olhos novos, porque com a missão o olhar renova-se. Aprender a olhar a cidade, a nossa vida, a nossa família, tudo aquilo que está ao nosso redor. A experiência missionária abre-nos os olhos e o coração: aprender a olhar também com o coração. E assim, deixamos de ser — permiti-me a expressão — turistas da vida, para nos tornarmos homens e mulheres, jovens que amam com empenho na vida. «Turistas da vida»: vistes aquelas pessoas que tiram fotografia de tudo, quando vêm por turismo, e não olham para nada. Não sabem olhar... e depois olham as fotografias em casa! Mas uma coisa é olhar a realidade, e outra é olhar a fotografia. E se a nossa vida for de turistas, nós só olharemos as fotografias ou aquilo que pensamos da realidade. Ser turistas é uma tentação para os jovens. Não digo fazer um passeio aqui e ali, não, isto é bom! Quero dizer, olhar a vida com olhos de turista, ou seja superficialmente, e fazer fotografias para as ver mais tarde. Isto significa que eu não toco a realidade, não olho aquilo que acontece. Não olho a realidade como é. A primeira coisa que eu responderia, a propósito da vossa transformação, é abandonar esta atitude de turistas para vos tornardes jovens seriamente comprometidos com a vida, a sério. O tempo da missão prepara-nos e ajuda-nos a ser mais sensíveis, mais atentos e a prestar mais atenção. E muitas pessoas que vivem ao nosso lado, na vida quotidiana, nos lugares onde estamos, por não sabermos olhar, acabamos por ignorá-las. Quantas pessoas das quais podemos dizer: «Sim, sim, é aquela, é essa», mas não sabemos olhar para o seu coração, não sabemos o que pensam, o que sentem, porque o meu coração nunca se aproximou. Talvez eu tenha falado muitas vezes com elas, mas de maneira superficial. A missão pode ensinar-nos a ver com olhos novos, aproxima-nos ao coração de muitas pessoas, e isto é algo belíssimo, é deveras muito bom!"

Confira na íntegra em http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2017/may/documents/papa-francesco_20170527_giovani-genova.html

Se você ainda não viu, confira a experiência dos missionários em 2016!