segunda-feira, 22 de agosto de 2016

VOCAÇÃO: NA IGREJA E PARA A IGREJA


Por Valéria Andrade Leal

Muitas são as oportunidades e desafios que a vida oferece. Algumas geram frustrações, outras aprendizagens, outras ainda conduzem à felicidade. Saber discernir e escolher é exercício que se faz dia a dia, em face a tantas opções oferecidas.
Pensar em opções é pensar em consequências, efeitos que cada escolha traz para a própria vida, as pessoas que amamos e a sociedade. Isso requer discernimento.
Discernimento é uma palavra chave quando se fala em VOCAÇÃO. Vocação implica uma escolha, uma opção que visa a realização pessoal, mas não só. Nós cristãos acreditamos na realização do projeto de Deus para nossa vida, que nos fez para ser livres, redimidos, amados. Assim, a vocação é fonte de graça para cada pessoa e para as pessoas amadas por Deus.
O Papa Francisco, em sua mensagem para o dia mundial de oração pelas vocações destaca que toda vocação nasce, cresce e é sustentada pela Igreja. Igreja é comunidade, comunhão de pessoas que são imagem da Trindade. Logo, toda vocação vem de Deus para o bem da pessoa e de toda a comunidade, por isso nela encontra apoio e razão de ser.
Descobrir a vocação é processo de discernimento que se faz na fé e na experiência de ser Igreja, comunidade, estar em comunhão. Por isso rezamos pelas vocações.
Um canto do Pe. Zezinho nos faz refletir:
Me chamaste do meio do povo (…)
Mandaste eu olhar o meu povo
Estudar o meu povo
Ouvir o que o povo diz
E agora me ordenas
Que eu volte pro meio do povo
E ajude o meu povo a ser feliz
Estar a serviço da Igreja é como a VOCAÇÃO se realiza. É a mais profunda vocação cristã: amar, servir, testemunhar o amor infinito de Deus.

Responder ao CHAMADO é estar aberto para Deus e para o irmão.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

De olho na JMJ 2016

Nestes dias, a Polônia veste-se de festa; nestes dias, a Polônia quer ser o rosto sempre jovem da Misericórdia. O Papa Francisco diz: 


Não há nada mais belo do que contemplar os anseios, o empenho, a paixão e a energia com que muitos jovens abraçam a vida. Isso é bonito. E de onde vem essa beleza? Quando Jesus toca o coração de um jovem, de uma jovem, estes são capazes de ações verdadeiramente grandiosas.

Conhecendo a paixão que pondes na missão, ouso repetir: a misericórdia tem sempre o rosto jovem. Porque um coração misericordioso tem a coragem de deixar a comodidade; um coração misericordioso sabe ir ao encontro dos outros, consegue abraçar a todos. Um coração misericordioso sabe ser um refúgio para quem nunca teve uma casa ou perdeu-a, sabe criar um ambiente de casa e de família para quem teve de emigrar, é capaz de ternura e compaixão. Um coração misericordioso sabe partilhar o pão com quem tem fome, um coração misericordioso abre-se para receber o refugiado e o migrante. Dizer misericórdia juntamente convosco é dizer oportunidade, dizer amanhã, compromisso, confiança, abertura, hospitalidade, compaixão, sonhos. Mas vocês são capazes de sonhar? E quando o coração aberto é capaz de sonhar, há lugar para a misericórdia, há lugar para um carinho, há lugar para se colocar ao lado daqueles que não têm paz no coração ou aqueles que não têm o necessário para viver ou falta o que é mais bonito: a fé.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Missão Cleliana 2016




Ontem, encerramos nossa Missão Cleliana em Morretes. 
Oito comunidades rurais. Dezenas de casas visitadas.







Cansaço e alegria se misturam.
Muitas histórias para contar: tristes, engraçadas, lições de sabedoria...






Muita gratidão

Ao Pe. Luis que nos acolhe pelo segundo ano consecutivo



Às lideranças das comunidades
Às famílias que nos acolheram







Aos que nos alimentaram... e muito bem por sinal kkkk
Àqueles que rezaram por nós.





E sobretudo, ao CORAÇÃO DE JESUS que nos guiou nesta maravilhosa experiência.






Que a experiência vivida nos faça melhores pessoas 
e melhores cristãos.





Que as novas amizades se encontrem na oração



Que o Coração de Jesus seja sempre mais conhecido e amado!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Mestre onde moras?

Para inspirar nossos missionários...


Vinde e vede! (Cf. Jo 1,38-39)
Estimada Aline e meu querido Alberto, que a graça do Jovem de Nazaré permaneça sempre com vocês, e nessa saudação quero abraçar a todos os jovens e adultos que estão participando do XI Encontro Nacional da Pastoral da Juventude nas benditas terras amazônicas.
É com grande alegria que me dirijo a vocês por meio desta singela mensagem, obrigado por deixar-me participar deste grande e bendito encontro.
Gostaria de começar dizendo que fiquei muito feliz ao rezar e meditar a iluminação bíblica e o lema do encontro.
Essa pergunta habita no coração humano. A respeito de tudo e em todas as circunstâncias. Atesta-o a experiência pessoal, documenta-o a história, confirma-o o relato bíblico. O rosto da pergunta surge no alvor das origens com aquele célebre: “Adão, onde estás? Que fizeste do teu Irmão?”; no templo de Silo no diálogo do jovem Samuel com o sacerdote Helí, nas proximidades do rio Jordão com dois discípulos de João a Jesus de Nazaré: “Mestre, onde moras”? Jo 1, 35-42.
Também, hoje, a pergunta bate “à porta” da nossa consciência: Que queres da vida? Que sentido dás ao tempo? Como geres o instante no todo na tua história pessoal? Tens presente o teu futuro definitivo?
E o teu contributo para o bem de todos? Cada um de nós saberá continuar a lista sem dificuldade.
Toda a pergunta tem resposta. “Vinde e vede”, a resposta de Jesus fica como modelo e pedagogia para todos os peregrinos da verdade. Eles vão e ficam na sua companhia. Deixam-se “moldar” pelo modo de ser do Mestre. Mais tarde serão enviados em missão. E, como outrora, também agora, somos convidados a conviver com Ele, a partilhar a sua vida, a acolher o seu olhar penetrante, a deixar-nos atrair e a “agarrar” pela experiência gratificante que dá resposta aos anseios mais profundos do coração humano.
Os discípulos, na companhia do Mestre, aprenderam os modos de realizar a missão: curar doentes e alimentar famintos, partilhar e viver na alegria sincera, deixar-se conduzir pelo amor universal e generoso, que Deus nos tem, acolher os mais débeis e afastados das fontes da vida. E partem pelos “quatro cantos da Terra” a anunciar a vocação sublime de todo o ser humano, a apreciar e a cuidar a dignidade do seu corpo (toda a sua pessoa), a construir relações na base da regra de ouro “tudo o que queres para ti, fá-lo aos outros”, a reconhecer que só a civilização do amor manifesta, o melhor possível, a convivência sustentada em sociedade e redimensionada na cultura, a vocação de toda a humanidade.
Essa mesma vocação que nos convida a partilhar “A vida, o pão e a utopia”. De que serviria dizer que somos seguidores de Cristo se somos indiferentes às dores dos nossos irmãos? “Mostra-me tua fé sem obras que pelas minhas obras te mostrarei a minha fé” lembra-nos o apostolo Thiago.
Meus queridos e minhas queridas jovens, tenho muita esperança em vocês que dão testemunho com as suas vidas desse Cristo libertador. Esse Cristo que “olhou ao jovem com misericórdia e o amou”, a Igreja também ama vocês e por isso os peço que não se deixem abater pelas coisas que possam chegar a ouvir da juventude, em todo tempo histórico se falou pejorativamente dos jovens, mas também em todo tempo foi essa mesma juventude que dava testemunho de compromisso, fidelidade e alegria.
Nunca percam a esperança e a utopia, vocês são os profetas da esperança, são o presente da sociedade e da nossa amada Igreja e por sobre todo são os que podem construir uma nova Civilização do amor.
Joguem a vida por grandes ideais. Apostem em grandes ideais, em coisas grandes; não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, mas para coisas grandes!.
Que o bom Deus abençoe sempre seus passos e seus sonhos e que a Nossa Senhora aparecida os cubra sempre com o seu manto sagrado.
Com minha benção apostólica.
+ Francisco
Vaticano, 21 de Janeiro – Dia de Santa Inês – de 2015.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Missão Cleliana 2016

Já está chegando o dia em que realizaremos a Missão Cleliana. O coração do missionário vibra de alegria para ir ao encontro dos irmãos.
Vamos encontrar pessoas doentes, idosas, jovens, trabalhadores rurais, pessoas que lutaram muito para estudar, outras que não conseguiram estudar. Pessoas como nós e pessoas muito mais simples do que nós. Acolher a cada um como é, é a primeira missão do missionário.
Vamos refletir os mandamentos do missionário, meditando sobre cada texto bíblico para melhor nos preparar para a ação.


Os 10 mandamentos do Missionário

1. Ter HUMILDADE para servir e acolher a todos, sem distinção (Mt 20,25-28; Lc 10,30-34).

2. Ter DISPONIBILIDADE para estar sempre a serviço do Reino de Deus (Lc 9, 57-62).

3. Ter DESPOJAMENTO para servir a Deus e aos irmãos, confiando sempre na Providência divina (Lc 9, 1-6).

4. Ter FORÇA ESPIRITUAL através de uma vida de oração (Lc 6,12; Lc 9,28-29; Mt 14,32-34).

5. Ter CORAGEM e CONFIANÇA em Deus, diante de todos os desafios para anunciar o Evangelho, anunciando as injustiças e vencendo todos os tipos de males que oprimem (Lc 4,16-19; Mt 10,28-31).

6. Buscar sempre a INSPIRAÇÃO DE DEUS para levar o amor, o carinho, a paz, o perdão e a reconciliação (Jo 14,12-13).

7. Ter CLAREZA e SABEDORIA de Deus no agir e no falar, lembrando sempre as atitudes, ações e palavras de Jesus.

8. Ter SOLIDARIEDADE e COMPANHEIRISMO para se integrar na equipe missionária (Rm 12,3-8; 1Cor 12,12-26).

9. Ter profunda COMUNHÃO COM DEUS, para que seu testemunho seja verdadeiro e coerente (Jo 15, 4-5; Mt 10,12).

10. Reconhecer a GRANDEZA DE DEUS e se alegrar pelo valor e dons que Ele dá a cada um (Lc 10, 17-21).

 Fonte: O Mensageiro. Paróquia N.Sra.de Loreto. RJ