A cidade de paz do Altíssimo


Querida Filha em Jesus Cristo,
Posso dispor de alguns minutos apenas, mas quero dedicá-los exatamente à minha N. N.
Tenha cuidado, conforme lhe disse anteriormente, que nada perturbe o seu coração, nem se intrometa em coisas que o inquietem; mas esforce-se para conservar nele a tranquilidade: assim, o Senhor edificará na sua alma uma Cidade de Paz, e o seu coração se tornará uma casa de alegrias e delícias. Jesus espera de você apenas que, toda vez que se altera, procure depois retonar a calma e a tranquilidade em todas as ações e pensamentos. Mas, como não é possível, num só dia, edificar uma cidade, assim não pense que vai adquirir essa paz interna com o esforço de um dia apenas, pois trata-se de edificar uma casa para o Senhor e um tabernáculo para o Altíssimo, tornando-se você o seu templo; e quem vai edificá-la é justamente o Senhor, pois, de outra forma, seria inútil todo o seu amontoado de sacrifícios. Não se esqueça, porém, filha querida, que a base de todo o trabalho deve ser a humildade.
De todo o coração a abençoa maternalmente aquela que fica, em Jesus,
Sua afeiçoadíssima Madre.
(Cartas, Vol. 7, p. 43)

PJC no Projeto Rota 300




A missão começa quando damos nosso “sim” e aceitamos o chamado para ir evangelizar. Quando recebemos o convite, prontamente nos dispomos, e ali já iniciava o espírito missionário. A espera pelo dia da viagem era grande, e a preparação toda foi pensando no que iríamos encontrar e onde iríamos ficar, e quem iríamos encontrar. Viajamos para a cidade de Caçapava-SP, entre São José dos Campos e Taubaté para participar da missão organizada pela Comissão Episcopal para Pastoral Juvenil da CNBB, em comemoração aos jubileu dos 300 anos de Aparecida
Já na chegada fomos bem recebidos pelo pessoal da Comunidade Paroquial de Nossa Senhora da Boa Esperança. Nos encaminharam para a Casa que ficaríamos hospedados, e ao chegarmos lá encontramos nossos irmãos de Missão: da Diocese de Cornélio Procópio uma Irmã Franciscana do Coração de Maria, com quatro jovens da própria diocese; de Curitiba, duas Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus e nós, dois jovens da Pastoral Juvenil Cleliana; e de São José dos Campos, duas Irmãs Salesianas, e outros jovens do Ensino Médio, de um Colégio Salesiano. 
Começamos o primeiro dia de Missão com a Mística, uma oração para começar bem o dia: todos os jovens juntos como missionários vivendo uma comum unidade, para proclamar Cristo. Nos dividimos em grupos, e assim iniciavam as visitas nas casas, cada um com experiências diferentes. Na terça-feira continuamos as visitas e pela tarde fomos à casa dos enfermos da comunidade, levando alento e um ombro para que eles pudessem conversar e se sentirem acolhidos.
No dia seguinte fomos ao Parque da Moçota, onde tivemos um “dia ecológico”, fizemos uma celebração às margens do Rio Paraíba do Sul, rio o qual foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, 300 anos atrás. Na parte da tarde do mesmo dia, fizemos o oratório, momento com as crianças e mães da comunidade, em que tivemos uma resposta muito positiva com a presença de tantas crianças. Várias atividades esportivas e recreativas foram realizadas, envolvendo os jovens, os pais e as crianças.
Na quinta-feira tivemos uma experiência ímpar, em que visitamos o Instituto Santa Teresa D’Ávila, uma casa de recuperação de dependentes químicos. Tivemos a graça de participar da Santa Missa com o Padre Márlon, fundador da Comunidade Sede Santos, atual mantendora do Instituto. No mesmo dia, à noite, fizemos um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, após a missa, com a comunidade paroquial. No último dia, já um pouco cansados, porém nunca desanimados, fizemos, pela manhã, as últimas visitas nas casas. Durante a tarde, por iniciativa dos alunos do Instituto das Salesianas, fizemos a iniciação dos missionários, os que faziam a primeira missão. Nessa atividade participaram todos os presentes: de Curitiba, Cornélio Procópio e São José dos Campos.
Tivemos a graça de poder participar da Santa Missa todos os dias em que estivemos em missão. No final de cada dia sempre partilhávamos os melhores e mais emocionantes momentos vivenciados por cada missionário.
Fizemos a última ação missionária em Aparecida, encerrando o Projeto da Semana Missionária da ROTA 300, onde participamos da caminhada do porto de Itaguaçu até o Santuário. Durante a tarde tivemos o terço e os testemunhos, bem como a Santa Missa presidida por Dom Vilson Basso. E ao final do dia, um show abençoado.
Agradecemos a Deus pela oportunidade dada a nós e a nossos companheiros de participar de tão bela experiência.
A missão não acaba quando voltamos para casa, ela só se inicia. Temos o dever de continuarmos missionários em nossas cidades, com as pessoas que nos cercam, levando a Palavra de Deus e nosso testemunho. Mostrando a face de Deus em nossa face. Ser missionário não é por apenas uma semana, mas pela vida toda, refletindo o amor de Deus e Maria a todos que por nós passarem.
Que Deus nos dê um espírito mais missionário, e que assim como Maria nos pediu: “Fazei tudo o que Ele vos disser”, possamos estar a serviço Dele e para Ele.

Amanda Caroline Prorok e Vinícius Eduardo Fiorati Barreto

Nossa Madre nos diz

… Uma verdadeira fonte de vida…”

(Falta o início da carta)


…Espírito Santo? Que “a boca do justo é uma verdadeira fonte de vida. A língua de quem age honestamente e só visa à glória de Deus é preciosa como a prata purificada; e a sabedoria está nos seus lábios”. Jesus Cristo ensinou isto com seu exemplo, pois de sua boca não bastavam senão palavras que cativavam os ouvintes, os quais, depois de ouvi-lo, diziam: “Ninguém jamais falou como este homem”.
É por meio de nossa língua, filha, que procuramos tornar Deus conhecido e amado, ensinamos os seus mandamentos, proclamamos seus conselhos, estimulamos todos aqueles que de nós se aproximam a amar-se, compadecer-se e ajudar-se, mutuamente, a afastar-se do mau caminho que conduz à perdição e a seguir o caminho certo que leva ao Céu.
É por meio da língua, minha filha, você pode consolar os aflitos, enxugar suas lágrimas e ensinar-lhes a bendizer sua fé, portadora de tanta benignidade e graça. Com a língua podemos aproximar os corações divididos, reconciliar as pessoas e as famílias; dilatar o reino de paz e de amor. Com uma palavra cheia de bondade, levamos os outros a aceitar os conselhos e as exortações.
Quanto bem pode realizar nossa língua, quando sabiamente usada, isto é, quando corresponde plenamente ao fim sublime, pelo qual Deus nos privilegiou sobre todos os animais!
Filha, peçamos a Jesus a graça de saber usar sempre para o bem a nossa língua; que com ela possamos louvá-lo continuamente e dedicar-nos com todo o ardor para a sua glória, junto de nossos irmãos. Se realmente você quiser, tenha a certeza de que chegará a isso, pois, se Jesus a chamou para segui-lo, também lhe dará as graças necessárias para a sua santificação.
Afeiçoadíssima Madre

(Cartas, Vol. 8, p. 35-36)

Missão Jovem Nacional

Daqui duas semanas estamos partindo...
A PJC vai marcar presença na missão jovem nacional promovida pela Comissão Episcopal para Pastoral da Juventude da CNBB.
Como parte do Projeto Rota 300, que comemora os 300 anos do encontro da imagem de Aparecida no Rio Parnaíba do Sul, a missão será nas dioceses banhadas por este rio.
Cheios de expectativas, os missionários da PJC que estarão em Caçapava, Diocese de Taubaté-SP.
Já estamos em contato com um responsável de lá e nos sentindo bem acolhidos.
Rezemos pelos missionários jovens do Brasil inteiro que se encontrarão nesta grande missão e homenagem à Mãe de Deus.

Sínodo sobre a Juventude

Olá Juventude!

Em 2018, a Igreja vai refletir sobre OS JOVENS em um Sínodo todo dedicado ao tema.
Confira o recado do Papa Francisco sobre o Sínodo!

CARTA DO PAPA FRANCISCO
AOS JOVENS POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO
DO DOCUMENTO PREPARATÓRIO
 PARA A XV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
 DO SÍNODO DOS BISPOS

Caríssimos jovens!
É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento preparatórioque confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho.
Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos corações através do sopro do Espírito Santo.
Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às periferias do mundo?
Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).
Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados, souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.
Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter [...] porque Eu estarei contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8).
Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3).
Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).
Com afeto paterno,
FRANCISCO
Vaticano, 13 de janeiro de 2017.